quinta-feira, 12 de outubro de 2017

‘Cubra-nos com Teu Manto, oh Mãe’...


‘Cubra-nos com Teu Manto, oh Mãe’... 

Quantas frases mal pronunciadas, sussurradas, cheias de uma pressa, de apelo e de fé elevei a Ti? 

Gratidão por esse amor que não cabe no peito, e que a cada dia aumenta... 

Gratidão por ter acolhido cada prece mal feita, na ansiedade da espera... 

Que sua Imensidão seja sempre alento a cada pensamento que a Ti se eleva... 



Abençoados somos Todos, que podemos te chamar de Mãe.





"um dia houve

que nunca mais avistei cidades crepusculares

e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta

inclino-me de novo para o pano deste século

recomeço a bordar ou a dormir

tanto faz

sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade"





al berto

domingo, 8 de outubro de 2017


Neste mesmo instante estou pedindo que Deus me ajude. 
Estou precisando. 
Precisando mais do que a força humana. 
E estou precisando da minha própria força. 
Sou forte mas também sou destrutiva. 
Autodestrutiva. 
E quem é autodestrutivo também destrói os outros.
Estou ferindo muita gente.
E Deus tem que vir a mim, já que eu não tenho ido a Ele.
Venha, Deus, venha. 
Mesmo que eu não mereça, venha. 
Ou talvez os que menos merecem precisem mais. 
Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. 
E também me dói quando percebo que feri. 
Mas tantos defeitos tenho. 
Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. 
Embora amor dentro de mim eu tenha. 
Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas.
 Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. 
Venha antes que seja tarde demais.




 Clarice Lispector

sábado, 7 de outubro de 2017

Nos teus dedos nasceram horizontes


e aves verdes vieram desvairadas



beber neles julgando serem fontes







Eugénio de Andrade

Eu amo Aquele que caminha

Antes do meu passo;

É Deus e resiste ...


[...]




Hilda Hilst

sábado, 30 de setembro de 2017

Como se fosse tatuagem....


Agora de ti não sei nada. 

Não desejo saber nada. 

Basta-me lembrar-te como quem recorda uma música e com ela
chegam coisas cravadas de um outro mundo 




Pedro Paixão

terça-feira, 26 de setembro de 2017


ficas longe dos nomes 


que tecem o silêncio das coisas






- Alejandra Pizarnik

‘Cubra-nos com Teu Manto, oh Mãe’...

‘Cubra-nos com Teu Manto, oh Mãe’...  Quantas frases mal pronunciadas, sussurradas, cheias de uma pressa, de apelo e de fé elevei ...